Cláudia Nonato participa de entrevista do Observatório de Ética Jornalística

nonato.pngA professora Cláudia Nonato, docente do Mestrado Profissional em Jornalismo do Fiam-Faam – Centro Universitário, é a primeira entrevistada numa série lançada pelo Observatório de Ética Jornalística  (objETHOS), que tem por objetivo falar com pesquisadores sobre questões contemporâneas do jornalismo e suas implicações éticas.

Deserto de notícias, uso de robôs nas rotinas produtivas, contribuições marxistas para uma prática contra-hegemônica e as relações do jornalismo com a democracia e os direitos humanos são alguns dos temas que pautaram as conversas.

Durante a entrevista, Nonato falou sobre a migração de jornalistas para blogs — sendo esse seu tema de pesquisa no doutorado defendido em 2015—, o jornalismo das periferias, além de questões de raça e etnia que atravessam o mundo do trabalho dos jornalistas.

Vale ressaltar que o Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) é uma realização do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina.

Leia a entrevista na íntegra:

https://objethos.wordpress.com/2018/09/18/objethos-entrevista-claudia-nonato/

Abandono da bancada no telejornal é tema do programa “Visões do Jornalismo”

No mês de setembro, o programa de entrevistas “Visões do Jornalismo”, do Mestrado Profissional em Jornalismo do Fiam-Faam – Centro Universitário, recebeu Carolina Aguaidas, jornalista e apresentadora do SBT, e Edna de Melo Silva, professora da Universidade Federal de São Paulo e coordenadora nacional do Grupo de Pesquisa de Telejornalismo do Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação). As convidadas debateram sobre o telejornalismo e suas mudanças nos últimos anos, principalmente sobre a nova postura do apresentador e suas linguagens. A apresentação é da professora Juliana Doretto.

Figura máximo do telejornalismo, a bancada de apresentadores hoje não é mais um ponto fixo: agora o jornalista fica de pé, caminha e debate assuntos com mais informalidade. E essa foi uma das transformações mais notadas no telejornalismo brasileiro nos últimos tempos, segundo as entrevistadas. Além disso, se antes os apresentadores tinham apenas a missão de repassar as informações ao público com máxima seriedade, hoje já podem falar com um tom de conversa, usando linguagem mais oral e familiar.

Para a apresentadora Carolina Aguaidas, essa é uma maneira de o jornalista ficar mais próximo do telespectador. “Antes era uma coisa muito dura, muito séria, e isso acaba distanciando todo mundo. Hoje, que a gente tem internet, informação em todo lugar, faltava um pouco daquela relação mais próxima”, opinou. Carolina também acredita que o fato de o apresentador levantar da bancada e usar expressões mais orais e simples faz com que ele se aproxime de quem está assistindo ao programa, em um tom de conversa. “Todas as profissões estão se adequando [a essa demanda de aproximação do público], e o jornalista também precisa se adequar”, complementou.

A professora Edna acredita que a ausência da bancada marca também o momento em que o conteúdo televisivo foi ampliado para outras plataformas. “Quando o audiovisual passa a pertencer também a internet, notamos um momento de convergência, em que novos formatos são criados, e também surge essa necessidade de falar com o público, que já vinha se acostumando a uma informação com maior flexibilidade”, disse.

As convidadas concordam que, para os telejornais de grande audiência e alcance, é importante manter o momento da notícia como algo sério, mas acreditam que algumas mudanças na linguagem são irreversíveis. “Antes só se lia o teleprompter e era isso. Hoje, muitos apresentadores conseguem passar sua opinião, mas sem perder a seriedade jornalística. Isso é bom para que as pessoas vejam que nós temos sentimentos: se desfaz o ar de superioridade, e o público vê que somos iguais”, pontua a apresentadora do SBT.

Contribuições de Foucault ao jornalismo são tema de seminário no dia 3 de outubro

Os aportes do pensamento do filósofo francês Michel Foucault ao jornalismo são o tema do próximo seminário da série “Diálogos”, promovida pelo Mestrado Profissional em Jornalismo do Fiam-Faam Centro Universitário. O evento acontece em 3 de outubro, às 19 horas, no campus Ana Rosa da instituição (r. Vergueiro, 2009). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas previamente, aqui.

Seminário - Diálogos_ Michel Foucaulte o Jornalismo

O seminário “Diálogos: Foucault e o Jornalismo” conta com a participação de quatro professores convidados, que apresentarão, a partir de suas perspectivas, de que forma as teorias e teses do pensador francês se relacionam ou podem contribuir com a atividade jornalística. O evento oferece certificado aos participantes.

Os debatedores convidados são:

Luzia Margareth Rago

Professora titular do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Doutora em História pela Unicamp, foi professora visitante no Connecticut College (EUA) e na Universidade de Columbia (EUA) e realizou seminários na Universidade de Paris 7. Graduada em História e Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP).

Mayra Rodrigues Gomes

Professora titular do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, com pós-doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e livre-docência em Ciências da Comunicação pela ECA-USP. É uma das líderes do Midiato – Grupo de Estudos de Linguagem: Práticas Midiáticas, e tem longo histórico de participação nas pesquisas do Obcom – Observatório de Comunicação Liberdade de Expressão e Censura. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – Nível 1D.

Alessandro Francisco

Professor da pós-graduação da Cogeae/ PUC-SP e do Unifai, é também pesquisador associado à Université Paris 8 e à École Normale Supérieure de Paris. Nesta, desenvolve seu pós-doutorado vinculado ao Centre Cavaillès. Tem sido convidado como conferencista de eventos nacionais e internacionais, dentre eles o colóquio “Michel Foucault et les arts” (Université Paris-Nanterre, Paris, 2017) e o colóquio “Jean-Marie Guyau” (Université Paris 8 e École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris, 2018), cujas exposições serão publicadas na França até 2019. Continuamente realiza estágios de pesquisa no Institut Mémoires de l’Édition Contemporaine (IMEC), no Collège de France, nos Archives Nationales de France e na Bibliothèque Nationale de France.

Fernando Pachi

Professor da Faculdade de Tecnologia Termomecânica (FTT) e da Universidade Paulista (Unip). Doutor em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com pós-doutorado em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com graduação em Jornalismo pela PUC-SP e em Português/Linguística pela USP.

 

Ivan Paganotti fala sobre como identificar fake news no programa de Ronnie Von

O professor do Programa de Mestrado Profissional em Jornalismo do Fiam-Faam Centro Universitário Ivan Paganotti participou do Programa Todo Seu, da TV Gazeta, para falar sobre fake news, tema de relevância em um ano marcado pelas eleições, e sobre a importância de checar a veracidade das informações.

Em conversa com o apresentador Ronnie Von, Paganotti ressalta que as fake news tentam imitar a linguagem jornalística, o que impacta na credibilidade da área, e também dá dicas de como identificar se uma informação é de qualidade, utilizando critérios de objetividade, checagem de autoria, data da publicação e equilíbrio de fontes. O professor também cita a educação para a mídia e o aprendizado sobre como utilizar os conteúdos digitais como as melhores formas para combater notícias falsas, em vez da imposição de regras para punir os produtores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com Thais Furtado, Juliana Doretto assina artigo na E-Compós sobre a representação da criança no jornalismo

Juliana Doretto, docente do Programa de Mestrado Profissional em Jornalismo e da graduação em Jornalismo do FIAM-FAAM Centro Universitário, e Thaís Furtado, professora adjunta do Departamento de Comunicação/Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, publicaram artigo científico na revista E-Compós, da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compós). Intitulado “A “invasão” das crianças no discurso jornalístico: a representação não desejada da infância”, o texto dedica-se a analisar os estereótipos por meio dos quais meninos e meninas são representados nas narrativas jornalísticas.

A análise é realizada com base na entrevista do professor universitário Robert Kelly à rede de televisão britânica BBC World News, em março de 2017: a “invasão” dos filhos do pesquisador no quarto onde ocorria a transmissão ao vivo (veja acima) teve grande repercussão, gerando discussões sobre estereótipos relacionados às figuras de pai, mãe e mulher estrangeira. Mas o evento também trouxe uma representação não esperada da infância, em que o brincar das crianças perturbou a “seriedade” advogada pelo discurso jornalístico.

“Eles [os filhos] interferem, assim, no contrato de comunicação estabelecido entre os interlocutores, marcado pela seriedade, e “forçando” que a infância seja representada, nesse discurso jornalístico, de modo não habitual: crianças brincando, comunicando-se, entre si e com os pais”, diz o texto.

Leia o artigo na íntegra:

http://www.e-compos.org.br/e-compos/article/view/1471/1037

 

Sílvio Anaz publica artigo sobre entretenimento em revista da Universidade Federal de Santa Catarina

Capa da revistaO professor Sílvio Antonio Luiz Anaz, docente do Mestrado Profissional em Jornalismo do Fiam-Faam – Centro Universitário, publicou o artigo “A questão do entretenimento: o sucesso do infotenimento na crítica audiovisual”, na Revista Estudos em Jornalismo e Mídia (EJM) da Universidade Federal de Santa Catarina.

O texto tem por objetivo abordar os produtos audiovisuais que recorrem a formatos, linguagens e conteúdos a fim de seduzir a audiência, praticando o que se tem chamado de jornalismo de entretenimento ou infotenimento.

O artigo discute a eficiência desse modelo, levando em conta o sentido negativo do termo, além de analisar o impacto cognitivo dos recursos aplicados e demonstrar resultados sobre a eficiência comunicacional dessas técnicas do jornalismo de entretenimento que aborda filmes e séries de TV. “A sedução do entretenimento pode servir como um estímulo para que o espectador engaje-se ativamente na busca de novos conhecimentos e reflexões”, diz o texto.

Leia o artigo na íntegra:

https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/article/view/1984-6924.2018v15n1p142/37301

Alciane Baccin publica artigo sobre reportagem hipermídia na revista Animus

Logomarca da AnimusO artigo “A contribuição das modalidades comunicativas na contextualização da reportagem hipermídia ‘O golpe e a ditadura militar’”, de autoria da professora Alciane Nolibos Baccin, docente do Mestrado Profissional em Jornalismo do Fiam-Faam – Centro Universitário, acaba de ser publicado na Animus – Revista Interamericana de Comunicação Midiática, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O texto tem o objetivo de analisar como é construída a contextualização na reportagem hipermídia “O golpe e a Ditadura Militar”, veiculada no site do jornal Folha de S.Paulo, identificando as modalidades comunicativas utilizadas e como elas operam na construção da contextualização, considerando que a união e integração das várias modalidades comunicativas ampliam a contextualização da reportagem hipermídia. A reportagem é o gênero mais completo do jornalismo, em que várias modalidades comunicativas (texto, áudio, vídeo, fotos, hiperlinks) são usadas para contar as histórias.

O texto pode ser acessado no link: https://periodicos.ufsm.br/animus/article/view/19205